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01/06/2013 - Sábado11h58

Talento, caráter e vontade de trabalhar, características indispensáveis em um bom publicitário

Vamos fazer um mergulho no universo de Washington Olivetto e conhecer mais sobre sua visão de carreira e mercado de trabalho.

 Publicitário fará a palestra de abertura na próxima terça-feira

Quando o assunto é publicidade sem dúvida alguma o nome de Washington Olivetto representa bem essa área.

O publicitário reconhecido nacionalmente disse em entrevista ao blog do Pajuçara Management (PM) que a escolha da profissão surgiu por gostar muito ler e por admirar a profissão que o pai tinha, vendedor. Ele também comenta que a publicidade está exageradamente na moda e por isso tem atraído cada vez mais as pessoas. Olivetto fará a palestra de abertura do Pajuçara Management na próxima semana aqui em Maceió.

Vamos fazer um mergulho no universo de Washington Olivetto e conhecer mais sobre sua visão de carreira e mercado de trabalho.

 

PM: O que te impulsionou a ser publicitário? Você sempre teve esse desejo?

Olivetto: Aprendi a ler muito cedo, aos 5 anos de idade, e passei a gostar de escrever. Desde quando eu era criança, queria escrever para todas as mídias: jornal, revista, rádio, televisão. Por outro lado, admirava muito o trabalho de meu pai, que era um grande vendedor. Na adolescência, lá pelos 14 ou 15 anos de idade, racionalizei que a atividade que somava o gesto de escrever com o de vender era a criação publicitária. Por isso, resolvi ser publicitário. Prestei vestibular para duas faculdades de comunicação aos 18 anos, entrei nas duas, mas imediatamente corri atrás de um estágio. Assim, dos 18 para os 19 anos, consegui meu primeiro estágio e, logo depois, meu primeiro emprego como redator publicitário.

 

PM: O que é mais prazeroso na vida de um publicitário? E o oposto, o que causa desprazer?

Olivetto: Misturo trabalho com lazer e lazer com trabalho. Eu me realimento com a vida: música, literatura, artes plásticas, esportes, cinema, amigos, bate-papos, tudo. Sou um curioso profissional. Com essa postura de realimento constante, considero o mais prazeroso na vida de um publicitário a possibilidade de criar coisas que vendam, construam marcas e entrem para a cultura popular. E o menos prazeroso acontece quando, por algum motivo, o trabalho criado fica medíocre, ou mediano, que em publicidade também significa medíocre.

 

PM: Que tipo de trabalho em publicidade você não gostaria de fazer?

Olivetto: Sempre me recusei, e vou continuar me recusando, a fazer campanhas de candidatos políticos e empresas governamentais. Sejam quais forem os candidatos ou os governos. Trabalho única e exclusivamente para a iniciativa privada.

 

PM: Como é a rotina de um publicitário?

Olivetto: O dia a dia em uma agência publicitária é bastante agitado. A maior parte do tempo é dedicada à criação de novas campanhas. Além disso, todos os dias precisamos estudar as características de mercado e as exigências dos clientes, traçando perfis para as ideias começarem a surgir. O interessante de uma agência é que, como ela tem vários tipos de clientes, você não tem monotonia, sempre tem um assunto novo para tratar.

 

PM: Como você avalia o mercado de trabalho? E o perfil dos novos publicitários, você acredita que o mercado absorve a todos?

 Olivetto: A oferta é maior do que a procura, um fato. A publicidade tem estado exageradamente na moda há muitos anos, o que, obviamente, fascina os jovens. Uma grande depuração está ocorrendo, mas, obviamente, sempre existirá espaço para os mais talentosos e trabalhadores. O novo talento realimenta o já existente e o já existente adestra o novo talento, então as duas coisas convivem excepcionalmente bem. Inclusive, na publicidade, tem surgido talentos numa quantidade maior até do que quando eu comecei, pois a área está mais exposta e desejada pelo jovem estudante, então, surgem mais talentos. Mas, em compensação, a competição fica ainda maior.

 

 PM: Qual característica é fundamental em um publicitário?

Olivetto: O profissional de publicidade é um adequador de linguagens. Deve gostar e conhecer todas as linguagens, sem preconceito contra qualquer tipo de informação. Ler, ouvir e aprender de tudo são coisas fundamentais pra quem pretende se transformar num grande publicitário ou, melhor do que isso, num grande profissional de comunicação. É necessário, ainda, como em diversas outras profissões, ter algum talento, boa índole, bom caráter e muita vontade de trabalhar.

 

PM: Você acredita que a Publicidade ainda vive em crise?

Olivetto: O Brasil e o mundo assistem a duas crises na publicidade: uma negocial e outra profissional. O negócio está cada dia menos lucrativo, e cada vez menos vemos trabalhos realmente brilhantes e relevantes. Como a profissão entrou exageradamente na moda nos últimos anos, a dificuldade em ingressar no mercado por meio de uma grande agência se deve pela procura, que está consideravelmente maior do que a oferta. Mas, como sempre, a atividade continua em busca de novos talentos, e boa parte da responsabilidade de restabelecer a autoestima da atividade está nas mãos desses novos profissionais.

 

PM: Existe um segredo para o sucesso?

Olivetto: O segredo do sucesso baseia-se em algum talento, alguma sorte e muito trabalho. Muito trabalho mesmo. Como tive a sorte de fazer sucesso muito jovem, deslumbrei-me um pouco comigo mesmo numa idade em que isso fica menos ridículo. Costumo dizer que fiquei bobo na idade certa. Como tenho boa capacidade de rir de mim mesmo (exijo que me levem a sério, mas não me levo a sério), lido com o sucesso com naturalidade e sem nenhum deslumbramento. Talvez esse seja o fato que melhor explique a minha durabilidade nesse negócio tão perecível.

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