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03/06/2013 - Segunda17h48

Como o turismo pode desenvolver um país? Entrevista com Guilherme Paulus

CVC é a maior operadora de viagens da América Latina e é líder na preferência do consumidor brasileiro.

 O Turismo no Brasil está em alta e essa é uma realidade constatada. De acordo com dados do Ministério do Turismo, o setor gerou R$ 103,7 bilhões e aumentou sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) para 3,7%, segundo estudo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com um ambiente tão favorável, embalado ainda por eventos internacionais como a Copa das Confederações (2013), Copa do Mundo (2014) e Jogos Olímpicos (2016), surgem oportunidades de novos negócios, inclusive para o próprio turismo.

Dentro desse cenário surge a participação da CVC, empresa que atua no mercado brasileiro há 40 anos e já transportou mais de 20 milhões de passageiros em viagens nacionais e internacionais. É a maior operadora de viagens da América Latina e é líder na preferência do consumidor brasileiro. É sobre ela que Guilherme Paulus irá falar no segundo dia do Pajuçara Management (PM), na palestra ”Oportunidades e Desafios”.

Para nos dá uma ideia do que será abordado durante o evento, Paulus conversou com nossa equipe.

O resultado você confere no texto a seguir:

PM: Quais as expectativas para o turismo brasileiro diante de Copa do Mundo e da Olimpíada? E de que forma esses eventos podem contribuir para melhorar a educação e a cultura? 

Guilherme Paulus: Pelo exemplo que temos de outros países, os eventos podem revolucionar o turismo. A Copa do Mundo motivou cerca de meio milhão de turistas a visitar a África do Sul pela primeira vez. O impacto também foi cultural: a bandeira sul-africana era desprezada pela população branca, mas agora está presente em carros, lojas e casas de todos os grupos raciais. Essa é uma transformação incrível, que só um evento desse porte pode construir em tão pouco tempo. Em uma pesquisa sobre os resultados das Olimpíadas da China, metade dos entrevistados manifestou vontade de conhecer o país após a competição, e 70% consideraram Beijing mais moderna e avançada do que eles pensavam. Mas devemos lembrar que não são apenas os estádios e toda a infraestrutura que farão os turistas voltarem, mas a qualidade dos nossos serviços será fundamental se quisermos conquistar de vez o coração das pessoas.

PM: O senhor acredita que o Brasil encontra-se preparado? Haverá infraestrutura hoteleira, aeroportuária e rodoviária para atender direito os turistas durante os eventos? 

Guilherme Paulus: A infraestrutura vai melhorar, não há dúvida. Foi como nos Jogos Pan-americanos, no Rio. Tinha de estar pronta a Vila Olímpica, a pista de atletismo, o estádio, a acomodação – e no final das contas deu tudo certo. O governo está investindo fortemente e o legado de uma Copa do Mundo está provado. A Alemanha já era um país desenvolvido e se desenvolveu mais ainda em termos de transporte [com a Copa de 2006]. E o turismo voltou. Estamos vendendo mais Alemanha [na CVC]. O mesmo a gente sente em relação à África do Sul. E, pela primeira vez, pela própria posição geográfica do Brasil, nossos países vizinhos vão ser trabalhados fortemente e terão oportunidades de visitarem o Brasil em momentos tão festivos como esses.

PM: Quais os benefícios que o Brasil terá após esses eventos?

Guilherme Paulus: Todas as obras, novos hotéis, estádios e as melhorias de infraestrutura, deixarão um importante legado para o Brasil. Porém, uma das contribuições mais importante é o fato de que o turismo no Brasil começa a ser visto no país como agente de desenvolvimento econômico e social. O Brasil não é mais o país só do samba e do futebol, mas também esse país em crescimento, com o povo feliz. É um país que reserva grande potencial de crescimento na esfera do turismo, e para ser verdadeiramente um polo internacional, tem que ser bom tanto para quem vive no Brasil como para quem aqui nos visita – esse é o caminho. Tenho certeza que o setor de turismo poderá cada vez mais vir a exercer papel importante no processo de crescimento econômico do Brasil, afinal o Turismo movimenta mais de 56 setores da economia brasileira, gerando emprego e renda, novos postos de trabalho, bem como distribuindo a renda nacional para regiões onde o processo de desenvolvimento da agricultura, indústria, comércio e serviços não puderam alcançar até o século 21, em tão elevado patamar e em bases sustentáveis como a do turismo.

 PM: Como é carregar o título de Rei do Turismo?

Guilherme Paulus: É um título curioso (risos). O meu maior orgulho, na verdade, é o fato de a CVC ser uma empresa referência hoje no turismo nacional e considerada uma das 10 maiores operadoras de turismo do mundo.  A CVC desmistificou a ideia de que viajar era um sonho de poucos. Na década de 70, viajar não estava ao alcance do grande público. Por isso, unimos fornecedores (companhias aéreas, receptivos, redes hoteleiras) e trouxemos às prateleiras uma viagem organizada que une transporte, traslados, hospedagem, alimentação e assistência por preços que todos podem pagar. Hoje, graças à CVC o brasileiro pode viajar com conforto, qualidade e segurança de uma empresa tradicional e que zela pela assistência aos passageiros. Sem falar do time de colaboradores e franqueados que conquistamos, abrindo caminhos e oportunidades aos brasileiros também em termos de geração de renda e empregos, além do desenvolvimento de novos destinos turísticos e novos negócios.  Quer motivo de maior orgulho? (risos).

PM: Qual o papel da CVC hoje no turismo e como identificar oportunidades nos negócios e se tornar um líder dentro do seu segmento? Existe uma regra?

Guilherme Paulus: Não existe receita pronta, mas a inovação foi um dos ingredientes de sucesso da CVC. Desde o início das atividades em 1972, a empresa que organizava excursões rodoviárias para pequenos grupos vem se reinventando ao longo do tempo e desde então se mantém antenada com as necessidades e oportunidades de cada momento. A empresa cresceu e solidificou-se ao investir na própria evolução. É por isso que a companhia está sempre atenta aos anseios de seu público, lançando tendências e ampliando sua gama de produtos e serviços turísticos, a ponto de ser hoje a companhia de viagens líder na preferência dos consumidores brasileiros. Ou seja, a CVC sempre entendeu que para consolidar sua atuação junto ao público consumidor e nos mercados é fundamental inovar. Tanto que foi a primeira companhia a fretar aviões, a desmistificar os cruzeiros no Brasil, a investir em um novo formato de distribuição de produtos turísticos no varejo, com atendimento em shoppings e hipermercados, bem como a oferecer o parcelamento de viagens em 10 vezes sem juros e a desenvolver produtos turísticos que cabem no bolso do consumidor. Este conjunto reflete a preocupação e o comprometimento social da CVC em permitir que os brasileiros tenham, cada vez mais, acesso ao turismo.

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Guilherme Paulus é Sócio-fundador e Presidente do Conselho de Administração da CVC, Presidente da GJP Participações, que controla a GJP Hotéis & Resorts e membro do Conselho Nacional de Turismo e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, sob a presidência de Dilma Rousseff.

O Pajuçara Management 2013, começa amanhã.

Até lá!

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